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Cirurgia PUBLICADO EM 28/11/2016

Cirurgia Bariátrica: O que fazer se houver reganho de peso?

É preciso ficar alerta com recomendações médicas e mudar hábitos de vida

Participação do médico Marcelo Falcão, especialista em cirurgia bariátrica

Cirurgia Bariátrica: O que fazer se houver reganho de peso?

A obesidade hoje é um dos problemas de saúde mais preocupantes do mundo e a cirurgia de redução do estômago pode ser a solução para quem está muito acima do peso. Porém, ela não faz milagres e o grande desafio da Sociedade Mundial de Cirurgia Bariátrica é o reganho de peso. Por isso, é preciso ficar alerta com as recomendações médicas, ou seja, se o paciente não mudar seus hábitos de vida, não vai manter o peso que conseguiu perder com a cirurgia. 

Não é só operar, é o acompanhamento que realmente trata a obesidade, porque a obesidade não tem cura. Se o paciente mantém um tratamento multidisciplinar adequado, regular, vai ter sucesso no controle da obesidade. O acompanhamento multidisciplinar é tão importante quanto a cirurgia bariátrica e tem que ser feito antes e imediatamente após a cirurgia. Este acompanhamento é de longo prazo, não precisa necessariamente ter uma frequência menor, mas, pelo menos uma vez ao ano, após o segundo e terceiro ano de cirurgia, é importante que o paciente volte à equipe multidisciplinar para ter uma orientação e avaliar. 

O reganho de peso tem várias nuances, mas principalmente pelo descompromisso com a equipe multidisciplinar. Se o paciente voltar a hábitos que deveriam ser deixados para trás, ele volta a ganhar peso. Em alguns casos, realmente, o estômago pode dilatar, pois ele é uma musculatura, um órgão vivo, e ele pode distender de acordo com a carga que se dê a ele. O reganho de peso não é uma coisa simples, é multidisciplinar e tem nuances diferenciadas.

Por isso, a primeira coisa a fazer caso o paciente volte a engordar, é mudar os hábitos de vida, sair do sedentarismo, além de manter um cardápio adequado, sem exageros. O médico Marcelo Falcão, especialista em cirurgia bariátrica, afirma que “não é comer salada o tempo todo, pode comer tudo, mas em menor quantidade e em valores compensatórios. É preciso fazer uma compensação: durante a semana uma dieta adequada, um cardápio saudável e, uma vez por outra, se permitir um exagero”.

 

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