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Oftalmologia PUBLICADO EM 03/11/2016

Retinopatia Diabética: Complicação do diabetes que afeta os olhos

Se não tratada, doença pode evoluir com cegueira irreversível

Participação da médica, Verônica Castro Lima, especialista em oftalmologia

Retinopatia Diabética: Complicação do diabetes que afeta os olhos

A retinopatia diabética é uma complicação que ocorre quando o excesso de glicose no sangue danifica os vasos sanguíneos dentro da retina. Estas alterações vão levando a isquemia do tecido retiniano e ao aparecimento dos sinais da retinopatia, que são principalmente as hemorragias retinianas. Nos estágios mais avançados da doença, outras complicações podem vir a surgir, como por exemplo, uma hemorragia vítrea e um descolamento de retina, são casos bastante graves e avançados que realmente podem evoluir com cegueira. Ela não está associada à idade e pode ocorrer em diabéticos tipo 1 e tipo 2.

A principal causa de perda visual entre os portadores de diabetes é a retinopatia diabética. Porém, o diabetes mellitus pode afetar a visão do paciente diabético não só através da retinopatia diabética. Pode surgir o aparecimento de catarata de início mais precoce e as oclusões vasculares da retina, que são, na linguagem popular, ditos como “derrame na retina”.

Saiba mais:
Se não tratada, a retinopatia diabética pode gerar complicações graves ou levar à cegueira?

Os efeitos da retinopatia diabética na visão variam a depender do estágio da doença. Principalmente nas fases iniciais, esta doença pode ser assintomática, ou seja, não causar nenhum sintoma para o paciente, daí a importância do exame preventivo. Por isso, o paciente diabético deve procurar o médico oftalmologista assim que souber do diagnóstico. A retinopatia pode ser diagnosticada por um simples exame oftalmológico, o exame de fundo de olho ou mapeamento de retina. Este exame é feito pelo médico oftalmologista no consultório, com as pupilas dilatadas.

A médica, Verônica Castro Lima, especialista em oftalmologia, explica que, “além do exame de fundo de olho ou mapeamento de retina, existem outros exames mais específicos, que são solicitados e realizados a depender de cada caso, como a retinografia fluorescente e a tomografia de mácula, que é um exame bem específico para avaliar a presença de edema macular”.

Cada deve ser avaliado inicialmente por um médico oftalmologista. Doutora Verônica acrescenta que “o tratamento da retinopatia diabética, em geral, é feito com laser, chamado de fotocoagulação de retina. Este procedimento evita que o paciente diabético perca a visão e que a retinopatia evolua para os estágios mais graves. O tratamento do edema macular diabético é feito não só com o laser, mas também com a aplicação de medicações intraoculares”.

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