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Alimentação PUBLICADO EM 25/09/2015

Estudos fornecem novas informações sobre sensibilidade ao glúten

Digestão do glúten libera moléculas que podem passar pelo revestimento do intestino

Estudos fornecem novas informações sobre sensibilidade ao glúten

Um estudo desenvolvido pela Universidade de Milão, Itália, revela que moléculas produzidas durante a digestão do glúten podem passar pelo revestimento do intestino. Os testes feitos com amostras reais de pão e macarrão fornecem novas informações para a investigação sobre a sensibilidade ao glúten.

Por se tratar de uma pesquisa em laboratório e não em seres humanos, os autores dizem que é necessária mais investigação para determinar qual o efeito biológico destas moléculas sobre o corpo, uma vez que eles passam para a corrente sanguínea.

O glúten é uma proteína presente no trigo, centeio e cevada, e tem sido frequentemente apresentado como um inimigo. Todavia, especialistas advertem que somente devem retirar o glúten da dieta pessoas com diagnóstico confirmado de doença celíaca ou intolerância ao glúten não celíaca, também chamada de sensibilidade ao glúten, sendo o diagnóstico de competência exclusiva do médico.

Estima-se que 1% da população sofre com doença celíaca ou alergia do trigo. Já a sensibilidade ao glúten não celíaco, afeta cerca de seis vezes mais pessoas do que a doença celíaca, de acordo com a Fundação Nacional de Consciência Celíaca.

“Nós escolhemos estudar o pão e a massa, porque eles representam uma parte muito significativa da nossa dieta, especialmente na Itália”, disse Dr. Stuknytė. “Embora saibamos muito sobre os mecanismos da doença celíaca e como ele está conectado ao glúten, ainda sabemos muito pouco sobre a sensibilidade ao glúten não celíaco”.

 

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