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Neurologia PUBLICADO EM 15/12/2015

Consumo de ervas pode beneficiar o cérebro

Adicionar um ramo de tomilho ou uma pitada de salsa na refeição faz mais do que aumentar o sabor dos alimentos 

Consumo de ervas pode beneficiar o cérebro

Consumir um ramo de tomilho ou uma pitada de salsa durante a sua refeição caseira pode fazer mais do que aumentar o sabor dos alimentos, pode impulsionar o cérebro também! Uma nova pesquisa, publicada na revista Avanços em Biologia Regenerativa, revela como uma substância presente em tais ervas – apigenina – desencadeia a formação de células cerebrais humanas e aumenta as conexões entre eles. Estudos em animais mostraram que substâncias a partir do mesmo grupo de flavonóides, como apigenina, pode beneficiar na memória e aprendizagem. Outro estudo demonstrou que esses flavonóides tem o potencial para aumentar e conservar a função cerebral.

Stevens Rehen, do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e seus colegas descobriram que a apigenina – substância também encontrada na pimenta vermelha, camomila e muitas outras plantas e ervas – é promissora no tratamento para várias doenças neurodegenerativas, incluindo a doença de Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia. A partir daí, a equipe aplicou a apigenina às células-tronco humanas – células que possuem a capacidade de se desenvolver em diferentes tipos de células – numa lâmina de laboratório. Eles descobriram que, após 25 dias, essas células-tronco foram transformadas em neurônios – um efeito que não foi visto na ausência de apigenina. 

Além disso, as conexões que se desenvolveram entre os neurônios recém-formados – conhecidas como sinapses – eram mais fortes e mais sofisticadas. “Fortes conexões entre os neurônios são cruciais para o bom funcionamento do cérebro, a consolidação da memória e da aprendizagem”, observa Rehen, que ainda sugere a possibilidade de uma estratégia simples para impulsionar o cérebro que todos podem adotar: “[…] Os flavonóides estão presentes em quantidades elevadas em alguns alimentos e podemos especular que uma dieta rica em flavonóides pode influenciar a formação de neurônios e da forma como eles se comunicam dentro do cérebro”.

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