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Cirurgia PUBLICADO EM 05/08/2016

Cirurgia Bariátrica não é indicada para todos

Procura pelo procedimento tem sido cada dia maior

Participação do médico, Marcelo Falcão, especialista em cirurgia bariátrica

Cirurgia Bariátrica não é indicada para todos

Como é sabido por todos, a obesidade é uma pandemia, atingindo mais de 640 milhões de pessoas no mundo e sendo reconhecida como fator de risco para múltiplas doenças. Com o aumento de número de obesos a cada dia, a cirurgia de redução de estômago, ou cirurgia bariátrica, tem sido uma aliada importante no tratamento de pessoas que estão com o índice de massa corpórea, o conhecido IMC, acima de 40. É um procedimento que visa diminuir o tamanho do estômago e com isso limitar a ingestão de alimentos do paciente operado e  reduzir capacidade de absorção do intestino. 

A procura pelo procedimento tem sido cada dia maior. O número de cirurgias cresceu 6,25% em 2015, em relação a 2014, segundo novo balanço da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). No ano passado, 93,5 mil pessoas foram submetidas ao procedimento, ante 88 mil em 2014. Dados do Ministério da Saúde mostram que só no SUS houve um aumento no número de cirurgias bariátricas de 4.489 para 7.530 procedimentos entre 2010 e 2015. 

A indicação da cirurgia bariátrica segue critérios bem estabelecidos regidos pelo Conselho Federal de Medicina. Os critérios são baseadas no índice de massa corpórea, o IMC. Em linhas gerais, as indicações de cirurgia bariátrica são: 
– Paciente com o IMC (índice de massa corpórea) entre 35 e 40 kg/m2, portadores de comorbidades como hipertensão arterial, diabetes, apneia do sono, dislipidemia, depressão, entre outras;
– Paciente com o IMC 40 kg/m2 (obesidade mórbida);
– Idade maior que 18 anos;
– Tratamento clínico para obesidade por pelo menos 2 (dois) anos, com falha no resultado.

O processo de emagrecimento é a cereja do bolo. Contudo, ele exige do paciente e o mesmo não pode “boicotar” a cirurgia. O médico Marcelo Falcão, especialista em cirurgia bariátrica, alerta que “se o paciente não mudar seus hábitos de vida (sair do sedentarismo e ajustar a alimentação), não vai conseguir manter o peso que conseguiu perder com a cirurgia”. 

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