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Cirurgia Bariátrica PUBLICADO EM 23/01/2017

Balão Intragástrico: Mais uma ferramenta no arsenal contra a obesidade

Tratamento é temporário e colocado com o aparelho endoscópico comum

Participação do médico, Marcelo Falcão, especialista em cirurgia do aparelho digestivo

Balão Intragástrico: Mais uma ferramenta no arsenal contra a obesidade

Desejo da maioria da população, emagrecer envolve mais do que estética, é uma questão de saúde. Algumas pessoas tentam perder peso das mais variadas formas, mas, ainda assim, não conseguem alcançar seus objetivos. Nesse contexto, surge como recurso clínico para tratamento da obesidade, a colocação do balão intragástrico – procedimento que reduz a capacidade do estômago dando uma sensação de saciedade precoce e auxiliando no processo de reeducação alimentar. Porém, o balão é apenas um tratamento temporário e é preciso ficar alerta com as recomendações médicas.

O balão intragástrico dá ao paciente a sensação de estômago cheio. Esta prótese pode ser preenchida por ar ou por líquido e ela tem a capacidade de emagrecer através da restrição alimentar. O paciente não consegue comer volume, ele tem sempre o estômago cheio, ele vai estar sempre empachado e esse é o mecanismo principal do tratamento. É um tratamento bem utilizado e que tem a fonte de emagrecimento ou a orientação de emagrecimento baseada na restrição alimentar, em diminuir a capacidade deste estômago receber comida.

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Além disso, o balão intragástrico tem algumas vantagens em relação, principalmente, à cirurgia. O risco é menor, ele não tem alteração do intestino, nem do estômago, não tem nenhum procedimento que vá fazer uma alteração anatômica. Qualquer que seja o modelo cirúrgico, existe uma alteração anatômica, pois há cortes a fim de refazer o trânsito alimentar. O balão não, ele usa o próprio desenho alimentar habitual e é preenchido, ele entra murcho e é insuflado, podendo ser enchido entre 400ml até 1l de líquido, a depender do tipo de balão.

A colocação do balão é feita com sedação venosa. O paciente passa por um preparo de jejum de 12 horas. Ele fica em decúbito lateral esquerdo, uma posição habitual da endoscopia, e é mantido em ventilação com o cateter de oxigênio. A colocação do balão é muito tranquila. Na retirada, quando se esvazia este balão, ele vem murcho, mas vem disforme. Apesar do silicone ser moldado no trato digestivo, ele pode competir com a traqueia e o paciente pode ter uma dificuldade de respirar. Por este motivo, a retirada do balão exige uma anestesia geral com intubação da traqueia, chamada  orotraqueal. Mesmo por pouco tempo, é por segurança.

O tratamento com balão intragástrico, por ser temporário, pode ser repetido, não tem nenhum problema em colocar outro balão. Inclusive pode-se colocar o balão sequencial, tirar um e colocar outro no mesmo momento, mas isso tem que, obviamente, obedecer a um critério de perda de peso e de tratamento para o emagrecimento, não por estética apenas. O médico Marcelo Falcão, especialista em cirurgia do aparelho digestivo, revela que “após a colocação do balão, o paciente costuma perder 10% do peso ou 20% do excesso de peso. É uma conta que, em quilos, pode variar muito, porque se um paciente de 200kg perder 10% do peso, ele vai perder 20kg. Já um paciente de 80kg vai perder 10% ou 8kg. A relação de perda para aquele corpo é adequada”.

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