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Ortopedia e Traumatologia PUBLICADO EM 03/07/2019

Retorno ao esporte após cirurgia no joelho deve ser com segurança

Confira dicas para uma cirurgia bem sucedida e um retorno seguro aos treinos

Participação do Ortopedista Dr. Gustavo Azi

Retorno ao esporte após cirurgia no joelho deve ser com segurança

A quantidade de pessoas submetidas a procedimentos cirúrgicos no joelho tem aumentado no Brasil e no mundo. A melhoria da curva de aprendizado dos cirurgiões associada à tecnologia permite realizar procedimentos complexos por videoartroscopia ou por navegação computadorizada. O retorno ao esporte após uma cirurgia no joelho depende da qualidade técnica do cirurgião, de uma equipe multiprofissional competente e, principalmente, da cooperação do atleta.

A seguir, confira algumas dicas do ortopedista especialista em joelho, Dr. Gustavo Azi, para uma cirurgia bem sucedida e um retorno seguro aos esportes:

Procurar um bom cirurgião

Hoje em dia, tanto a Sociedade Brasileira de ortopedia e traumatologia (SBOT), como Sociedade Brasileira de cirurgia do joelho (SBCJ) disponibilizam online o rol de profissionais especialistas aprovados, portanto capazes de abordar melhor doenças do joelho. Verifique o currículo do médico selecionado. Profissionais envolvidos em pesquisas, pós graduados e que façam parte de grupos de especialidade costumam aliar a ciência com a experiência.

Procurar um bom fisioterapeuta

Peça indicação de fisioterapeutas ao seu médico. Uma boa comunicação entre profissionais e estabelecimento de protocolos de reabilitação está estatisticamente ligada a melhores resultados. Verifique com seu médico a possibilidade de realizar fisioterapia pré-operatória. Caso não haja contra indicações, como lesões meniscais bloqueando joelho ou lesões concomitantes a outros ligamentos do joelho, a fisioterapia pré-operatória mantém a musculatura trófica, melhora a dor e mantém o arco de movimento normal do joelho.

Informar-se bem sobre o procedimento

Discuta com seu médico a técnica a ser utilizada na cirurgia proposta e o período pós-operatório. Tudo isso terá impacto no retorno ao esporte.

Paciência nas primeiras semanas

A reabilitação do ligamento cruzado anterior, por exemplo, leva seis meses em média e o retorno pleno ao esporte deve ser gradual, após melhoria do condicionamento físico e sob a supervisão de um bom treinador. Algumas cirurgias exigem o uso de muletas com descarga total de peso, outras exigem imobilização.

Tanto antes da cirurgia quanto depois, a musculatura do membro afetado, principalmente a musculatura da coxa sofre uma atrofia, denominada “inibição artrogênica do quadríceps”. Em outras palavras, o grupo muscular fica inibido e, além de atrofiar, não responde completamente a estímulos voluntários de contração. Mas isso é totalmente revertido por uma fisioterapia bem feita.

Avaliar e promover o reequilíbrio muscular

Para o retorno seguro ao esporte, é fundamental a realização da avaliação isocinética, idealmente no terceiro e sexto mês pós-operatório a fim de se avaliar força, potência e resistência da musculatura e auxiliar no trabalho de grupos musculares que, porventura, estejam fracos e desequilibrados.

Fortalecer a musculatura direcionado ao esporte

O trabalho de fortalecimento iniciado pelo fisioterapeuta deve ser passado a um bom profissional da educação física, que entenda bem a lesão e que siga o protocolo iniciado pelo fisioterapeuta sob proteção articular, mantendo sempre a comunicação entre profissionais da saúde.

Retorno devagar ao esporte

É muito comum que haja ansiedade no retorno ao esporte. Cada modalidade esportiva tem seu tempo de retorno, respeitando a biologia e qualidade da reabilitação empregada. Picos de treino podem causar sobrecarga no joelho atrasando ainda mais o tão sonhado retorno às quadras, ruas, trilhas e aos gramados.

De acordo com o Dr. Gustavo Azi, prevenir problemas no joelho e, consequentemente, evitar a necessidade de uma cirurgia é, sempre, a melhor opção. “Em atletas, para prevenir lesões, fraturas e outras patologias no joelho é necessário um preparo muscular muito bem feito que, obviamente, deve ser feito em paralelo à adoção de hábitos de vida saudáveis”, concluiu.

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