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Mastologia PUBLICADO EM 28/08/2019

Câncer de mama em mulheres com menos de 40 anos pode ser mais agressivo

Mutação genética é fator de risco

Participação do Dr. Marco Antonio Barbosa Filho, especialista em mastologia

Câncer de mama em mulheres com menos de 40 anos pode ser mais agressivo

A incidência do câncer de mama é muito alta no Brasil e no mundo. Dados apontam que uma em cada 10 ou 8 mulheres correm o risco de ter a doença ao longo da vida. Acima dos 50 anos, o risco cresce mais: a partir dessa faixa etária surgem 80% dos casos. Porém, em idades mais jovens, a doença tende a ser ainda mais agressiva.

Hoje em dia, tratar do câncer de mama não é mais um “tabu”. Mas, por que em certas idades essa doença é tão agressiva? De forma geral, isso acontece porque em mulheres com menos de 40 anos, o câncer de mama pode ter a mutação genética como fator de risco.

Câncer de Mama: prevenção constante

Prevenção constante é a palavra-chave para qualquer mulher assim como o diagnóstico precoce é a regra quando o assunto é câncer de mama. De acordo com o Dr. Marco Antonio Barbosa Filho, especialista em mastologia do Núcleo de Mama, “a recomendação geral é de se fazer a mamografia a partir dos 40 anos para qualquer mulher ou a partir de 10 anos antes de quando algum parente teve o câncer de mama quando jovem. Por exemplo: se a mulher tiver uma mãe ou irmã que teve o câncer de mama aos 45 anos, ela deve começar a fazer 10 anos antes, ou seja, com 35”.

Acima dos 50 anos, o risco cresce, principalmente em mulheres que nunca realizaram a prevenção antes. Em outros 7%, a doença é diagnosticada em mulheres com menos de 40 anos. Outros casos são registrados em fases diversas e somam 13%.

Como identificar o câncer de mama

Segundo o Dr. Marco Antonio, “a mamografia é o exame mais importante para o rastreamento do câncer de mama, que detecta nódulos pequenos e microcalcificações. O ultrassom de mama também serve como exame auxiliar à mamografia para detecção de nódulos e cistos”, acrescentou.

Não existem regras específicas para realizar o autoexame, popularmente conhecido como “exame de toque”. Basta se atentar ao reconhecimento de pequenas alterações nas mamas, tais como um caroço; um nódulo fixo e, normalmente, indolor; pele da mama com aparência semelhante à casca de laranja, avermelhada ou retraída; pequenos caroços na região das axilas ou no pescoço; alterações no mamilo e saída espontânea de líquido dos mamilos.

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