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Radiologia Intervencionista PUBLICADO EM 30/07/2019

Miomas: embolização evita cirurgias e até a perda do útero

Técnica minimamente invasiva não necessita de anestesia geral ou cortes

Participação do especialista em Radiologia Intervencionista, Dr. André Goyanna

Miomas: embolização evita cirurgias e até a perda do útero

Aproximadamente 75% das mulheres em idade fértil desenvolverão miomas ao longo de sua vida. O problema atinge cerca de dois milhões de mulheres no Brasil e cerca de trezentas mil perdem o útero, por ano, em consequência da doença, que costuma ocorrer em mulheres em idade reprodutiva, na faixa dos 30 a 50 anos. A doença causa a formação de tumores pélvicos benignos nas paredes do útero. A maioria das pacientes não apresenta sintomas.

Segundo o especialista em Radiologia Intervencionista Dr. André Goyanna, “o tratamento da doença depende de alguns fatores. Um deles é a presença de sintomas. “Geralmente, as pacientes que possuem miomas e que são sintomáticas sentem uma sensação de peso no ‘pé da barriga’. Elas podem ir muito ao banheiro (urgência miccional) por não conseguirem ficar com a bexiga cheia muito tempo, já que o útero aumentado impede a expansão da bexiga em cima dele. Sangramentos fora do período menstrual ou excessivos durante o período menstrual e até mesmo abortos podem ser ocasionados pelos miomas uterinos”, explica.

Uma das opções de tratamento indicada para pacientes sintomáticas, ou seja, aquelas que sofrem com a presença dos miomas, é a embolização, uma técnica minimamente invasiva que consiste na obstrução das artérias que levam sangue aos miomas por meio da injeção de micropartículas de resina acrílica ou de polivinilálcool, substâncias com efeito permanente e inofensivas ao organismo.

“Através de um cateter, nós chegamos até a circulação dos miomas e ocluímos com pequenas esferas, pequenas bolinhas, a circulação. Com isso, os miomas se tornam pequenos, o que reduz os sintomas das pacientes. É um processo em que não existe corte: é feito um furinho na virilha que dá acesso ao local a ser tratado”, detalha o especialista. A técnica é realizada sob anestesia peridural ou raquidiana e indicada como opção de tratamento definitivo para a miomatose uterina sintomática. Não necessita de anestesia geral ou cortes.

A embolização de miomas dura, em média, de 40 minutos a 1 hora. “O procedimento não é feito em centro cirúrgico, mas em um local que se chama hemodinâmica ou sala de angiografia. “A paciente tem que ficar de repouso por 6 horas após o procedimento, sem dobrar a perna. Depois disso, ela pode se alimentar, caminhar, tudo normalmente. A média de internamento é de apenas 24 horas. O retorno às atividades habituais é muito mais precoce do que em alternativas cirúrgicas”, frisa o Dr. André Goyanna.

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