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Hepatologia PUBLICADO EM 27/08/2019

Hepatite: conheça os sete tipos de inflamação no fígado

Ministério da Saúde divulgou que número de casos da doença diminuiu 7% na última década

Participação do hepatologista Dr. André Lyra

Hepatite: conheça os sete tipos de inflamação no fígado

A Hepatite nada mais é que a inflamação do fígado, que pode ser causada por vírus, doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas. Hábitos como uso excessivo de drogas, álcool e de certos medicamentos também podem abrir brechas para a doença.

No Brasil, o número total de casos caiu 7% nos últimos dez anos, de acordo com um novo relatório do Ministério da Saúde. Em 2018, foram notificados 42 mil casos da doença – em 2008, eram 45 mil. Também houve diminuição de 9% no índice de mortalidade.

As notícias são boas, mas a doença ainda merece atenção: o governo estipula que 500 mil pessoas não sabem que vivem com o vírus responsável pela hepatite C. Isso porque, em boa parte dos casos, os sintomas demoram a aparecer. Quando se manifestam, o indivíduo pode apresentar cansaço, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

Segundo o hepatologista Dr. André Lyra, “para se obter o diagnóstico, deve ser solicitado o teste anti-HCV. Se ele vier positivo, outro teste confirmatório denominado HCV-RNA deve ser pedido e somente se ele também for positivo, o diagnóstico é estabelecido. Pacientes com anti HCV positivo e HCV-RNA negativo apresentaram infecção no passado e eliminaram o vírus. Testes rápidos ou exames laboratoriais são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, declarou.

Hepatite C

A hepatite C é a forma mais letal da doença: 76% dos 70.671 brasileiros que morreram entre 2000 e 2017 de causas associadas à inflamação tinham essa versão da doença. De acordo com o Dr. André Lyra, “a doença é causada por um vírus que tem tropismo, que é atração pela célula do fígado neste órgão. Ele se instala e exerce sua atividade de replicação. São cinco vírus hepatotrópicos: A, B, C, D e E. Todos podem provocar hepatite aguda, mas somente o vírus B C e D podem evoluir de forma crônica”.

De acordo com o Ministério da Saúde, tratar a inflamação em estado inicial é importante para prevenir complicações como cirrose e câncer de fígado. A chance de cura é de 90% se o tratamento for seguido corretamente. O Brasil tem a meta de eliminar a hepatite C do país até 2030 e, para isso, o SUS ofereceu 100 mil medicamentos para tratar a doença só nos últimos três anos. Ainda de acordo com a pasta, as medicações e o suporte psicológico estão disponíveis para pacientes em qualquer estágio da doença, independentemente do dano no fígado.

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