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Ginecologia e Obstetrícia PUBLICADO EM 01/10/2019

Esterilidade e infertilidade não são a mesma coisa

Entenda a diferença

Participação especial do especialista em reprodução humana, Dr. Joaquim lopes

 

Esterilidade e infertilidade não são a mesma coisa

Muitos são os casais que, ao tentarem engravidar, se deparam com questões relacionadas à esterilidade ou à infertilidade que, ao contrário do que muitos pensam, não são sinônimos, já a primeira se caracteriza pela incapacidade de engravidar enquanto a infertilidade traduz a dificuldade de engravidar.

Ao longo das gerações, a esterilidade sempre esteve presente no imaginário feminino. Muitas rainhas foram destronadas e muitas esposas perderam seus casamentos pelo fato de não gerarem filhos. Até porque, por muitos séculos, acreditou-se que só as mulheres poderiam ser estéreis. Estudos recentes apontam o fato de que a esterilidade masculina, isto é, a impossibilidade do homem de procriar, não é uma eventualidade tão rara – a incidência é de 30 a 40% dos casos de esterilidade de um casal.

De acordo com o ginecologista e especialista em reprodução humana, Dr. Joaquim Lopes, “a infertilidade está instalada quando o casal tenta engravidar durante um ano sem utilizar medidas anticoncepcionais, com vida sexual ativa, e a gravidez. Neste caso, nós dizemos que existe infertilidade conjugal”, explica.

As doenças mais frequentes que causam infertilidade, tanto no homem quanto na mulher, estão associadas a problemas imunológicos, diabetes e obesidade. Nas mulheres, ainda devem ser investigados os distúrbios hormonais que impedem a ovulação (especialmente nas de idade mais avançada), bem como a síndrome dos ovários policísticos. Infecções ou obstruções das trompas uterinas, o formato do útero, a endometriose e o endometrioma (cistos e endometriose nos ovários) também são analisados.

No homem, as principais causas da infertilidade podem ser inflamações na uretra, nos testículos, no epidídimo ou na próstata, além da varicocele, quando há veias aumentadas nos testículos. Além disso, é importante a análise cuidadosa de um urologista para identificar problemas na ejaculação ou na produção de espermatozoides.

Estudos mostram que em cada 10 casais, um é infértil. Segundo o Dr. Joaquim Lopes, “em 40% destas situações o problema está no homem, em 40% dos casos o problema está na mulher e em 20% dos casos nós temos o compartilhamento de ambos como fator de infertilidade, ou seja, os dois têm problemas, cada um do seu lado”, detalha.

Nos casos de esterilidade, quando a mulher tem um útero saudável, mas não produz óvulos, ela pode vir a engravidar depois de uma doação de óvulos e de uma fertilização in vitro, por exemplo. As opções são diversas. O importante é buscar um bom profissional para investigação e direcionamento quanto às possibilidades de tratamento, além de sustentar uma relação conjugal saudável, pois quando o casal é ajustado emocionalmente, o tratamento, que envolve muito hormônio e uma dose de disciplina, tende a ser mais fácil para ambos os cônjuges.

Para conferir a entrevista completa do especialista sobre esterilidade e infertilidade, acesse este link.

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