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Neurologia PUBLICADO EM 07/06/2017

Derrame Cerebral: É preciso tomar cuidado com os fatores de risco

Participação do Dr. Antônio Andrade, médico especialista em neurologia 

Derrame Cerebral: É preciso tomar cuidado com os fatores de risco

Conhecido popularmente como derrame, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma doença que afeta o cérebro, que pode ocorrer por uma falta de circulação ou um sangramento no sistema nervoso central do paciente, ou seja, quando há um entupimento ou um rompimento dos vasos que levam o sangue ao cérebro. O AVC é uma das doenças neurológicas de grande incidência e prevalência no mundo inteiro, acomete, geralmente, indivíduos com fatores de risco, como a hipertensão arterial, o diabetes, a dislipidemia, obesidade e a falta de exercício. 

“O indivíduo com hipertensão arterial, este é grande o vilão do acidente vascular cerebral. Se o indivíduo tem uma situação importante, à medida que os níveis da pressão aumentam, o vaso responde com uma constrição, ou seja, ele diminui o calibre e deixa de irrigar aquela área. Se existir, ao longo de alguma parte da situação cerebral, alguma placa, se for um indivíduo que tenha também uma diabetes ou uma dislipidemia, as gorduras vão aderindo nas paredes e vasos, dificultando que este sangue passe na circulação normal”, acrescenta Dr. Antônio Andrade, médico especialista em neurologia.

O AVC está dividido em duas condições básicas: a primeira e mais frequente, em torno de 75 a 85%, é o AVC isquêmico (falta de sangue em uma área do cérebro por conta da obstrução de uma artéria); e o AVC hemorrágico (quando há o rompimento de um vaso cerebral, ocorrendo um sangramento em algum ponto do sistema nervoso), representando menos de 15 a 20% dos acidentes vasculares cerebrais.

O diagnóstico do AVC é feito através de exames de imagem como tomografia, ressonância, angiografia, para os casos de hemorragia, para afastar a possibilidade de um aneurisma cerebral, uma malformação. “No exame neurológico, o paciente tem alguma disfunção, alguma alteração na consciência, na memória, alteração motora, fraqueza de um lado do corpo, que normalmente se chama desvio da rima palpebral, ou seja, ter baixa nas pálpebras. Tem várias manifestações neurológicas, alteração da força, do equilíbrio, de sensibilidade, ou seja, todo um cortejo no exame neurológico”, explica Dr. Andrade.

Já o tratamento tem todo um contexto de avaliação, é multidisciplinar. Desde o controle da hipertensão, do diabetes, da obesidade, combate ao tabagismo, a bebida, principalmente o alcoolismo. Dr. Andrade finaliza dizendo que “após o exame neurológico, investigação de imagem, realização da bioquímica, tem o apoio da fisioterapia, da nutrição, do apoio psicológico, não só do próprio paciente, mas da família, tudo isso é um conjunto multidisciplinar que vai fazer com que seja possível controlar essa doença”.

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