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Cirurgia de cabeça e pescoço PUBLICADO EM 20/08/2018

Câncer bucal pode ser confundido com aftas em seu estágio inicial

Fique atento aos sinais e previna-se o quanto antes

Participação do Dr. Gabriel Carletto, especialista em cirurgia de cabeça e pescoço

Câncer bucal pode ser confundido com aftas em seu estágio inicial

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), foram estimados, para 2018, 14.700 novos casos de tumores na boca e na garganta, sendo 11.200 homens e 3.500 mulheres. Vale ressaltar, que a região compreende lábios, língua, mandíbula, gengiva, glândulas salivares, amígdala, orofaringe, laringe e tireoide, ou seja, a boca e a garganta participam de vários processos do organismo, como a digestão, a fala e a alimentação. Por isso, é preciso estar atento ao risco de desenvolvimento de câncer nessa região. 

Mas, você sabia que os primeiros sinais do câncer de boca podem ser confundidos com aftas? Problema bucal muito comum no nosso dia-a-dia, as aftas são pequenas úlceras na mucosa oral, dolorosas e superficiais que aparecem na parte interna da boca, na língua ou nos lábios, que não têm causa certa, mas que podem provocar muito incômodo para quem sofre com elas. Porém, elas têm vida curta e desaparecem em até 14 dias.  

“O câncer, no seu estágio inicial, pode ser confundido com lesões benignas, como as leucoplasias (pré-neoplasias brancas), eritroplasias (lesões vermelhas) e, ainda, com lesões ulceradas, como as aftas”. (Dr. Gabriel Carletto, médico especialista em cirurgia de cabeça e pescoço) 

Apesar de ter um aspecto muito semelhante com algumas lesões benignas, o câncer de boca não melhora com o passar dos dias. Normalmente, nos estágios iniciais, essas lesões podem ser assintomáticas e são indolores. Com o avançar da doença, passa a apresentar sintomas, que não podem ser ignorados, como sangramentos repentinos, ferida que não cicatriza, aumento de volume da gengiva ou da língua, entre outros.

Além de uma boa higiene bucal e procurar atendimento médico sempre que houver uma lesão persistente na boca, a maior prevenção desse tipo de tumor é manter-se afastado dos fatores de riscos. “Aproximadamente 95% dos casos de câncer de boca estão relacionados ao tabagismo (fumar) e ao etilismo (beber), especialmente associados. Outros fatores estudados são os fatores genéticos, exposição ao sol, infecções gerais e a má higiene oral”, explica o Dr. Gabriel Carletto.

É importante ficar atento aos sinais do nosso corpo. Por isso, o autoexame, que consiste em observar, através do espelho, todas as regiões da boca, é fundamental.  Ainda assim, para o correto diagnóstico do câncer de boca, é necessário fazer os exames de estadiamento do tumor, ou seja, exames que tentem mostrar a real extensão do problema, o que é conseguido através de tomografia computadorizada, endoscopia, laringoscopia, raio-x de tórax, entre outros. “Considerando um tratamento cirúrgico, também são necessários exames pré-operatórios e avaliação cardiológica. A partir de então, cabe ao cirurgião de cabeça e pescoço o planejamento do tratamento, bem como esclarecer ao paciente os aspectos envolvidos na terapêutica”, finaliza o Dr. Gabriel Carletto.

 

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