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Ginecologia e Obstetrícia PUBLICADO EM 30/07/2018As opções de tratamento para a endometriose
Diagnóstico precoce alivia a dor, melhora qualidade de vida e preserva fertilidade feminina
Participação do Dr. Alan Coutinho, médico especialista em ginecologia e obstetrícia
Doença exclusiva do sexo feminino, que afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva, a endometriose é a maior causa de infertilidade feminina. O tratamento para o problema é realizado com medicações, cirurgia e mudanças no estilo de vida, e dependerá basicamente dos sintomas, das complicações da doença e da vontade da paciente em engravidar.
Existem evidências científicas que o diagnóstico e o tratamento precoces aliviam a dor, melhoram a qualidade de vida e preservam a fertilidade feminina, mas, infelizmente, ainda é negligenciado. Estudos mostram que leva, em média, sete anos do início dos sintomas para o diagnóstico ser confirmado.
“O melhor exame para desvendar a endometriose é o ouvido médico. A história bem contada, associada a um exame físico minucioso, é capaz de determinar, na maioria das vezes, a provável existência da doença”. (Dr. Alan Coutinho, médico especialista em ginecologia e obstetrícia)
Nos casos onde há necessidade de aprofundar a investigação, os exames a serem realizados são: ressonância nuclear magnética ou ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal. “A endometriose superficial apresenta-se na forma de aderências e implantes mínimos que podem passar despercebidos pela ultrassonografia ou pela ressonância magnética e, nesses casos, se a dor não melhorar com as medicações ou se a mulher não consegue engravidar, é indicada a laparoscopia cirúrgica com biópsia, exame padrão ouro para confirmar ou afastar o diagnóstico de endometriose”, acrescenta o Dr. Alan Coutinho.
Após confirmado o diagnóstico, o tratamento para o problema será realizado com medicações, cirurgia e mudanças no estilo de vida, e dependerá basicamente dos sintomas, das complicações da doença e da vontade da paciente em engravidar. Por isso, Dr. Alan Coutinho explica que é preciso dividir as pacientes em dois grupos, o primeiro com mulheres que sentem dor e o segundo com as que não conseguem engravidar:
– Para as que sentem dor, o principal objetivo é a suspensão da menstruação, pode ser usada a pílula anticoncepcional de forma contínua, o sistema intrauterino com medicamento, a injeção de três meses ou de implantes hormonais. O tratamento também pode ser cirúrgico e consiste na cauterização ou retirada dos focos de endometriose associando a quebra de aderências, procurando restabelecer a anatomia normal do ventre feminino;
– Para o grupo de pacientes com infertilidade, o tratamento deve ser sempre individualizado, levando em consideração alguns aspectos importantes como a idade da paciente, o grau de severidade da doença, a presença de dor, o acometimento dos ovários, a integridade das tubas uterinas e a qualidade do sêmen do parceiro. O tratamento pode ser feito por cirurgia ou por técnicas de reprodução assistida, a exemplo da inseminação intrauterina, com estimulação ovariana, a fertilização in vitro ou a injeção intracitoplasmática de espermatozoide.
Fique atenta aos sinais!
Mulheres que:
– menstruaram antes dos 12 anos;
– tem dor pélvica por mais de 6 meses;
– usam analgésico para as cólicas menstruais;
– tem um histórico de acne grave na adolescência;
– tem histórico familiar de endometriose ou infertilidade;
– tem dor à penetração ou menstruação com coágulos;
Devem procurar um médico que escute atentamente suas queixas e realize um acompanhamento adequado para que seja feito ou afastado o diagnóstico de endometriose!