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Hepatologia PUBLICADO EM 30/07/2019

Bahia é o estado do Nordeste com maior número de mortes por Hepatite B

Só em 2019 já foram registradas 55 mortes por hepatites virais no Estado

Participação do hepatologista Dr. André Lyra

Bahia é o estado do Nordeste com maior número de mortes por Hepatite B

A Bahia é o estado do Nordeste com maior número de mortes por Hepatite B, de acordo com dados de uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde que identificou 256 casos de morte pela doença entre os anos de 2000 e 2017. Os dados apontam ainda que, com relação ao tipo C – o gênero mais grave da doença – o estado fica em segundo lugar na região: foram 855 no mesmo período. Em dados nacionais, a Bahia ocupa o 7º lugar do país por Hepatite C e o 8º por Hepatite B.

De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), este ano já foram registradas 55 mortes por hepatites virais. Os dois tipos da hepatite são perigosos, porque a doença pode se tornar crônica e evoluir para cirrose ou câncer. Para o tipo B da doença há vacina, que ainda não existe para o vírus tipo C. Na maioria das vezes a doença é silenciosa e a pessoa não percebe que tem o vírus, por isso é preciso fazer teste de detecção. A estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que apenas uma em cada 20 pessoas com hepatite sabe que tem o vírus. O diagnóstico precoce ajuda no tratamento das hepatites.

Em entrevista ao site G1, o hepatologista Dr. André Lyra explicou que no caso da hepatite B são utilizadas drogas orais, que controlam a doença. “Infelizmente, essas drogas não eliminam o vírus do indivíduo, apenas controlam. Mas no caso da hepatite C, hoje em dia, nós utilizamos drogas orais altamente eficazes, com pouquíssimos efeitos colaterais e com altíssimas taxas de cura”, detalhou.

O médico acrescentou que a hepatite A nunca cronifica e evolui para a cura em praticamente 100% dos casos, salvo exceções. Já a hepatite C, que pode evoluir para a forma crônica, tem chances de cura que variam de 80 a 100% de acordo com as características clínicas de cada paciente. A hepatite B aguda também evolui para a cura espontânea em cerca de 90 a 95% nos adultos. “No caso da infecção crônica pelo vírus da hepatite, existem drogas que controlam o vírus com eficácia, embora nesta última situação apenas, de fato, seja difícil obter a eliminação viral”, concluiu o Dr. André Lyra.

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