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Neurologia PUBLICADO EM 18/11/2015

As diferentes estruturas cerebrais são as culpadas pelas alucinações?

Estudo esclarece condições para pessoas com esquizofrenia

As diferentes estruturas cerebrais são as culpadas pelas alucinações?

Algumas pessoas com esquizofrenia têm alucinações, o que significa ver, ouvir, cheirar ou sentir coisas que ninguém mais experimenta. Um novo estudo, publicado na revista Nature Communications, esclarece esta condição e sugere que existem diferenças de uma região-chave do cérebro para as pessoas com esquizofrenia que têm alucinações, em comparação com aqueles que não têm.

Liderados pelo Dr. Jon Simons, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, os pesquisadores acreditavam que um desequilíbrio entre as reações químicas do cérebro podem desempenhar um papel na esquizofrenia. Mas, em um estudo anterior, Dr. Simons e colegas descobriram que as variações no comprimento de um giro da parte frontal do cérebro – conhecido como o sulco paracingulado (PCS) – em indivíduos saudáveis ​​foi associada com a capacidade de distinguir o real do imaginário em um processo conhecido como “monitorização da realidade”.

“A esquizofrenia é um espectro complexo de condições que está associado com muitas diferenças em todo o cérebro,” explica o Dr. Simons que ainda explica: “por isso pode ser difícil fazer ligações específicas entre as áreas do cérebro e os sintomas que são frequentemente observados.”

Dr. Simons e seus colegas queriam determinar se havia uma ligação entre o comprimento do PCS e a predisposição a alucinações. Depois de estudar os exames de ressonância magnética, os pesquisadores descobriram que uma redução de 1 cm de comprimento do PCS aumenta a probabilidade de alucinações em quase 20% naqueles que foram diagnosticados com esquizofrenia.

“Pessoas com PCS mais curto parecem menos capazes de distinguir a origem de tais informações, e parecem mais propensas a experimentá-la como tendo sido geradas no exterior”, afirma a doutora Jane Garrison, primeira autora do estudo. Ela ainda acrescenta que as alucinações são complexas e “é provável que exista mais do que um único motivo do porque elas surgem, mas esse achado parece ajudar a explicar porque algumas pessoas experimentam coisas que não são reais”.

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