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Ortopedia e Traumatologia PUBLICADO EM 06/04/2020Prótese de joelho: quando é necessário um procedimento cirúrgico?
Paciente que sente dor mesmo em repouso pode ter indicação para o procedimento
Com participação do ortopedista Dr. Gustavo Azi, especialista em Cirurgia do Joelho

A artrose, também chamada de osteoartrose ou osteoartrite, é uma doença caracterizada pelo desgaste da cartilagem nas articulações e sua incidência aumenta com o avanço da idade, sendo bastante frequente na população idosa. Embora possa ocorrer em qualquer articulação, o desgaste é mais frequente naquelas que sustentam o peso do corpo, como os joelhos, os quadris e a coluna. Eventualmente, o ortopedista Dr. Gustavo Azi, especialista em Cirurgia do Joelho, recebe no consultório pacientes desolados quando são informados pelo médico de que têm desgaste na cartilagem do joelho, com o problema sendo progressivo e irreversível, tendo como única forma de melhorar a dor a colocação de uma prótese. Afinal, a prótese é realmente necessária? Existe risco de rejeição? Vai melhorar a dor? Para pacientes que avaliam a colocação de uma prótese, é importante que todas essas questões sejam respondidas antes da decisão.
Segundo o médico, “a indicação, no geral, só é feita diante da falha do tratamento conservador, quando o paciente sente dor mesmo em repouso ou diante de pequenos esforços e/ou necessita de uso regular de tratamento medicamentoso para controle do seu quadro”. O risco de rejeição existe, mas não é essa a maior preocupação dos médicos e sim a possibilidade de uma infecção no local da cirurgia, o que exige a retirada da prótese. Esta é a complicação que mais assusta os cirurgiões, embora atinja apenas de 1 a 3% dos pacientes que colocam prótese. A infecção pode envolver um tratamento prolongado e a necessidade de cirurgias adicionais. Por isso, os pacientes devem estar atentos aos riscos e preparados para um tratamento.
Segundo o Dr. Gustavo Azi, a cirurgia para a colocação de prótese no joelho tem como principais objetivos a pronta melhora da dor, do arco de movimento, da estabilidade e, por fim, da capacidade para executar as atividades domésticas, profissionais e recreativas. Os resultados são positivos na maioria das pessoas com artrose avançada no joelho, com melhora significativa dos casos. A decisão de operar ou não, porém, cabe muito mais ao paciente e aos seus familiares do que ao médico-cirurgião. Não deve ser uma decisão precipitada e tomada no desespero de uma crise: a dor da artrose é oscilante, de forma que o comportamento dela ao longo dos últimos seis meses é mais importante do que o sofrimento na consulta. Caso o paciente decida por colocar a prótese, deve saber que o pós-operatório é tão ou mais importante para o sucesso do procedimento do que a própria técnica cirúrgica.