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Atividade Física PUBLICADO EM 02/12/2015

Pouco exercício está ligado à riscos cardiovasculares

Estudo examina papel da aptidão cardiorrespiratória e as alterações no início da idade adulta

 

Pouco exercício está ligado à riscos cardiovasculares

Embora o título possa soar como uma conclusão óbvia – todos nós sabemos que melhorar a capacidade física leva a bons resultados de saúde – um novo estudo, liderado pelo Dr. João AC Lima, de Johns Hopkins Medical School, em Baltimore, MD e publicado no JAMA Internal Medicine, examina o papel da aptidão cardiorrespiratória e suas alterações no início da idade adulta sobre os resultados cardiovasculares a longo prazo.

“A maioria dos grandes estudos de CRF (aptidão cardiorrespiratória) focam em adultos de meia-idade e mais velhos, demonstrando que a aptidão em um único ponto no tempo está associada ao risco”, dizem os autores do estudo.

Para chegar a tais conclusões, os pesquisadores avaliaram 4.872 adultos com idades entre 18-30 anos. No início do estudo, os participantes foram submetidos a testes de exercício em esteira. Sete anos mais tarde, mais 2.472 participantes tiveram um segundo teste de esteira. Foi descoberto, então, que uma redução de 1 minuto na aptidão por ano estava ligado a um risco aumentado de 21% de morte e um aumento do risco de DCV 20%.

A media do tempo de acompanhamento foi de 27 anos. Foram avaliados para a obesidade, massa ventricular esquerda cardíaca e tensão – que é uma medida da força de contração do músculo cardíaco – calcificação arterial coronariana e doença cardiovascular. Dos 4.872 participantes, 5,6% morreram durante o acompanhamento e 4% experimentaram eventos cardiovasculares. 

“A constatação de que a aptidão está relacionado ao desenvolvimento de alterações subclínicas na estrutura do miocárdio, mas não a calcificação da artéria coronária”. Eles acrescentam que “ficaram surpresos ao descobrir que a aptidão (ou sua mudança ao longo do tempo) não foi associada com a extensão ou a presença de calcificação da artéria coronária em longo prazo”.

Como resultado de suas descobertas, os pesquisadores dizem que os esforços para melhorar a aptidão no início da idade adulta “pode ​​afetar a saúde de longo prazo nas primeiras fases da doença cardiovascular patogênese”.

Os doutores David E. Chiriboga e Ira S. Ockene, da Universidade de Massachusetts Medical School, em Worcester, acrescentaram que 
”o presente relatório chama a atenção para o valor substantivo e independente da atividade física na prevenção da doença, independentemente da idade, raça ou sexo, destacando sua importância como uma ferramenta para os indivíduos e as intervenções de base populacional. 
Políticas voltadas para promoção da atividade física na população terão um efeito significativo na morbilidade e mortalidade por doença cardiovascular”.

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