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Cardiologia PUBLICADO EM 29/06/2016

Poluição do ar é agora um fator de risco de AVC

A cada ano, cerca de 15 milhões de pessoas têm um AVC

Poluição do ar é agora um fator de risco de AVC

Um acidente vascular cerebral ocorre quando um vaso sanguíneo, que fornece sangue para o cérebro, fica bloqueado ou se rompe, resultando na perda de oxigênio para o cérebro que, por sua vez, danifica ou destrói as células cerebrais. Ter um acidente vascular cerebral pode resultar em morte ou invalidez permanente, incluindo a perda da visão ou da fala, paralisia e confusão. A cada ano, em todo o mundo, cerca de 15 milhões de pessoas têm um acidente vascular cerebral (AVC). Destes, 6 milhões morrem e 5 milhões ficam permanentemente incapacitadas. 

Agora, um novo estudo implica na poluição do ar como principal fator de risco para o AVC em todo o mundo. O estudo, publicado no The Lancet Neurology, constata que a poluição do ar está associada com cerca de 1/3 dos AVCs do mundo; o que inclui a poluição do ar dentro e fora de casa, dizem os pesquisadores. Usando dados da Global Burden of Disease Study, os pesquisadores foram capazes de estimar a incidência de acidente vascular cerebral associada com 17 fatores de risco em 188 países. Eles dizem que esse é o primeiro estudo a executar uma análise detalhada sobre os fatores de risco para o AVC.

Liderado por Dr. Valery L. Feigin, da Universidade de Tecnologia de Auckland, na Nova Zelândia, os pesquisadores dizem que, até agora, o efeito dos fatores de risco modificáveis ​no aumento do impacto mundial para acidente vascular cerebral tem sido pouco claros. No entanto, é “crucial para informar estratégias de prevenção de acidente vascular cerebral”. Durante os estudos, os pesquisadores descobriram que os 10 fatores principais de risco para o AVC foram a pressão arterial elevada, baixa ingestão de frutas, alto índice de massa corporal (IMC), ingestão alta de sódio, tabagismo, baixa ingestão de vegetais, poluição do ar, poluição domiciliar, baixa ingestão de grãos integrais e açúcar elevado no sangue.

Em detalhe, os pesquisadores descobriram que cerca de 30% de incapacidade associada a acidente vascular cerebral está ligada à poluição do ar, o que é especialmente elevada nos países em desenvolvimento, em comparação com países desenvolvidos, em 33,7% e 10,2%, respectivamente. Eles também descobriram que mais de 90% da carga global de AVC está associada a fatores de risco modificáveis. 

Dr. Valery L. Feigin afirma que “as descobertas são importantes para ajudar os governos nacionais e agências internacionais para desenvolver e priorizar programas de saúde pública e políticas. Os governos têm o poder e a responsabilidade de influenciar esses fatores de risco, através de legislação e tributação de tabaco, álcool, sal, açúcar ou teor saturado de gordura, enquanto que os prestadores de serviços de saúde têm a responsabilidade de verificar e tratar os fatores de risco, tais como pressão arterial elevada”. 


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