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Ortopedia e Traumatologia PUBLICADO EM 22/08/2016

Fibromialgia: dor solitária e desesperadora

Doença pode prejudicar qualidade de vida e desempenho profissional do paciente

Participação do médico Marcelo Bonanza, especialista em ortopedia e traumatologia, com pós-graduação em Medicina Ortomolecular

Fibromialgia: dor solitária e desesperadora

Antigamente, pessoas que sentiam dor generalizada, além de inúmeras queixas mal definidas, não eram levadas muito a sério. Tempos depois, foi descoberto que estes sintomas poderiam estar relacionados à fibromialgia, síndrome crônica que causa dores e cansaço extremo, podendo prejudicar a qualidade de vida e o desempenho profissional do paciente. A fibromialgia pode se apresentar de várias formas, ou seja, cada indivíduo tem sua própria história, com seus próprios fatores desencadeantes. Atualmente, a busca por tratamento individualizado que atenda às características especificas de cada paciente, tem inspirado médicos e pesquisadores, com surgimento de medicamentos e clínicas especializadas no assunto.

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O principal sintoma da fibromialgia é a dor, sem causa definida, que é caracterizada em pelo menos 11 tender points (pontos sensíveis), dos 18 pontos pré-determinados no corpo. Geralmente, pacientes que sofrem com a doença entram na síndrome da fadiga crônica/exaustão e costumam ter queixas de insônia, ansiedade, insatisfação, depressão. A patologia também está associada a uma microbiota intestinal ruim. E o bom funcionamento do intestino atua no controle da dor. Ou seja, um paciente que não tem um intestino bom, não consegue produzir endorfinas e serotoninas, neurormônios e hormônios que vão aliviar o processo da dor.

No que diz respeito ao tratamento, o médico Marcelo Bonanza, especialista em ortopedia e traumatologia, com pós-graduação em Medicina Ortomolecular, afirma que “não existe um remédio que vá servir para todos os pacientes com fibromialgia. As pessoas são únicas e é preciso de um olhar amplo em todo o sistema, mas com foco naquela especificidade que o paciente apresenta. As medicações manipuladas, medicações magistrais, conseguem adequar para mais ou para menos o que cada paciente precisa, dão esta manobra, a fim de ajustar a dose específica e individualizada para cada problema e cada paciente. Não se trata a doença, trata-se a pessoa”.

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