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Alimentação PUBLICADO EM 18/01/2016

Comer mais frutas pode reduzir risco de disfunção erétil

Estudo sugere o consumo de alimentos ricos em flavonóides

 

Comer mais frutas pode reduzir risco de disfunção erétil

Estima-se que cerca de 30 milhões de homens nos EUA têm disfunção erétil – a incapacidade de obter ou manter uma ereção firme o suficiente para se envolver em relações sexuais. Essa pode ser uma das condições mais angustiantes para o homem. Porém, um novo estudo, publicado no The American Journal of Clinical Nutrition, sugere que ingerir mais alimentos ricos em flavonóides – como morangos, amoras e frutas cítricas – poderia reduzir o risco de disfunção erétil em homens de meia idade, assim como caminhar rapidamente por até cinco horas semanais. 

Prof. Aedin Cassidy, da Universidade do Reino Unido de East Anglia (UEA), e colegas da Harvard TH Chan Escola de Saúde Pública de Boston, MA, analisaram dados de base populacional de mais de 50 mil homens de meia idade. Foram coletadas informações sobre a capacidade dos homens para obter e manter uma ereção firme o suficiente para o coito, e dados dietéticos foram recolhidos a cada 4 anos a partir de 1986.

Os pesquisadores descobriram que os homens que consumiam alimentos ricos em flavonóides – especialmente antocianinas, flavonas e flavanonas – tiveram um menor risco de disfunção erétil do que homens que não consomiam esses alimentos. As antocianinas estão presentes em mirtilos, cerejas, morangos, amoras, rabanetes e groselhas, enquanto flavonas e flavanonas são encontrados em frutas cítricas.

Homens com mais de 60 anos de idade estão em maior risco para disfunção erétil, embora ela ocorra em cerca de 12% dos homens abaixo desta idade. No geral, a ligação entre uma dieta rica em flavonóides e redução do risco de disfunção erétil foi mais forte para os homens mais jovens.

Os pesquisadores concluem:
“Nós já sabíamos que a ingestão de certos alimentos ricos em flavonóides poderiam reduzir o risco de algumas doenças, incluindo diabetes e doenças cardiovasculares, mas este é o primeiro estudo a examinar a associação entre flavonóides e disfunção erétil, que afeta cerca de metade de todos os homens de meia-idade e mais velhos”.

 

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