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Pneumologia PUBLICADO EM 02/05/2017

02 de Maio: Dia Mundial da Asma

Doença pode ser controlada e permitir uma vida normal ao paciente

02 de Maio: Dia Mundial da Asma

 

Celebrado, anualmente, na primeira terça-feira do mês de maio (02/05), o Dia Mundial da Asma é organizado pela Global Initiative for Asthma (GINA), com a finalidade de chamar a atenção para o tratamento da doença, além de conscientizar a população a respeito da sua prevenção. Ele é lembrado em várias partes do mundo com atividades em escolas, hospitais, e locais públicos. É importante ressaltar, que a asma pode ser controlada e permitir uma vida normal ao paciente. Por isso, para combater a doença, a divulgação de conhecimentos e a educação do paciente e de seus familiares é fundamental.

“A maioria das pessoas que tem asma, tem a doença que começa na infância, pode ser alérgica ou não, de vez em quando passa por um período de remissão, mas ela sempre pode voltar e todo cuidado é pouco para tentar prevenir que isso aconteça”, alerta Dr. Álvaro Cruz, médico pneumologista e alergologista, e Coordenador do Núcleo de Excelência em Asma da Universidade Federal da Bahia, constituído com apoio do CNPq e da FAPESB. O Núcleo é o braço de pesquisa do ProAR, uma iniciativa reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como modelo para países em desenvolvimento.

A asma resulta, em geral, de uma inflamação nos brônquios, que são os tubos que levam o ar para o pulmão. Esta inflamação pode estar presente mesmo quando não há nenhum sintoma e, na maioria das pessoas com asma, há necessidade de um tratamento regular continuado, pois a asma é uma doença crônica. Existe também o tratamento que se usa durante uma crise, que pode acontecer mesmo numa pessoa que usa tratamento regular. Porém, é mais comum a crise acontecer quando a pessoa interrompe o tratamento regular.

A medicação utilizada para a crise de asma é uma medicação que dilata os brônquios para que o paciente respire melhor, melhora a tosse, a falta de ar, o aperto no peito, além de permitir que a pessoa faça atividade física. Já no tratamento preventivo, as medicações não trazem alívio imediato dos sintomas, mas são fundamentais para evitar as crises, controlar os sintomas e melhorar qualidade de vida a longo prazo. “A medicação utilizada para a crise de asma é diferente da preventiva e o tratamento tem que ser feito de acordo com a recomendação do médico, pois essas medicações não podem ser substituídas. Se o paciente usar com muita frequência o broncodilatador, por exemplo mais do que uma vez por semana, isso é a indicação de que há a necessidade de se fazer um tratamento preventivo para asma com a medicação que controle a inflamação”, revela Dr. Álvaro Cruz.

Sobre o ProAR e o Núcleo de Excelência em Asma da UFBA
Criado a partir de um projeto de extensão vinculado à Faculdade de Medicina da UFBA, o Programa de Controle da Asma na Bahia (ProAR) foi implantado em 2003 com o objetivo de coordenar as ações de prevenção e assistência a pacientes portadores de asma no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia, buscando assegurar o fornecimento de medicações gratuitas, com regularidade, para garantir melhoria na qualidade de vida, redução de internações, de atendimentos de emergência e mortalidade, ao mesmo tempo capacitando profissionais de saúde e pesquisadores para o controle da asma e investigando as características da asma grave em Salvador. O ProAR é coordenado atualmente pelo professor Adelmir de Souza-Machado, um dos seus fundadores, que é também o diretor do Instituto de Ciências da Saúde da UFBA.

Em 2007, o ProAR foi adotado pela OMS como um programa modelo para o controle da asma em países de renda baixa ou média. O grupo de pesquisadores do ProAR e do Núcleo de Excelência em Asma, do Serviço de Imunologia do Hospital Universitário, liderado pelo professor Edgar Carvalho, juntamente com o grupo do Projeto SCAALA, que reúne também pesquisadores do Instituto de Saúde Coletiva (ISC/UFBA) liderados pelo professor Maurício Barreto, do Instituto de Ciências da Saúde (ICS/UFBA), incluindo as professoras Neuza Neves e Camila Figueiredo, constituíram um dos principais polos de pesquisa em asma na América Latina. O programa já contou com financiamentos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB), do CNPq, da Fundação Wellcome e da empresa GlaxoSmithKline da Inglaterra.

 

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