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Alimentação PUBLICADO EM 11/11/2015

Vitamina C é capaz de combater o câncer colorretal

Dose equivalente a 300 laranjas pode ter efeito benéfico em alguns pacientes

 

Vitamina C é capaz de combater o câncer colorretal

O câncer colorretal é o terceiro tipo de câncer mais comum nos Estados Unidos, com mais de 93 mil novos casos por ano. No Brasil, de acordo com informações do Instituto Nacional do Cãncer (INCA), quase 33 mil pessoas são diagnosticadas com a doença todos os anos. Por isso, pesquisadores em Nova York fizeram um estudo com a vitamina C e publicaram na revista Science.  

A vitamina C é geralmente utilizada para melhorar a saúde devido ao seu efeito antioxidante, que previne ou retarda alguns tipos de danos às células. No entanto, uma equipe liderada pelo Dr. Lewis Cantley, do Weill Cornell Medicine, em Nova York, descobriu que, em algumas formas mais agressivas do câncer colorretal, o oposto é verdade. Nestas células cancerígenas, uma dose elevada de vitamina C – o equivalente a cerca de 300 laranjas – causa oxidação, o que resulta em um efeito benéfico para os pacientes.

Já que a vitamina C afeta as funções celulares de várias formas, não só como um antioxidante ou pró-oxidantes, o impacto da dose elevada em células normais e imunes terá de ser examinado. Dr. Cantley afirma que “esta não é uma terapia que o paciente gostaria de passear cegamente, sem o conhecimento do que está acontecendo em seu tumor”. No entanto, os pesquisadores estão otimistas de que eles agora têm uma lógica mecanicista para explorar o uso terapêutico de vitamina C para tratar o câncer colorretal. Eles acreditam que o estudo poderia levar ao desenvolvimento de novos biomarcadores para ajudar os médicos a determinar que o tratamento iria servir melhor.  

As dosagens, provavelmente, seriam através de injeções intravenosas, pois em doses orais não são absorvidas com eficácia pelo intestino a fim atingir a quantidade necessária de vitamina C para causar toxicidade nestas células cancerosas.

Os cientistas agora esperam que os resultados possam levar ao desenvolvimento de novos tratamentos e fornecer uma visão crítica sobre quem seriam os mais beneficiados a partir deles. As descobertas podem também ser úteis para outros cânceres, tais como carcinoma de células renais, câncer da bexiga e do pâncreas.

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