Quais aspectos pesam na escolha do tratamento do câncer de mama?

Viva Mais Viva Melhor - Trecho da entrevista com: Dra. Luciana Landeiro

Publicado: 25 de setembro de 2015 - Atualizado: 4 de junho de 2019

Examinando a peça cirúrgica, o patologista tem condições de fazer o diagnóstico e de testar a célula tumoral para uma série de fatores de risco. Ele pode dizer, por exemplo, se o tumor tem receptores hormonais ou não, o que nos dá idéia mais precisa da evolução da doença e da possibilidade de uma recidiva já que mulheres com receptores hormonais têm prognóstico um pouco melhor, enquanto as que não os possuem em geral exigem tratamentos mais agressivos. Com base nessas informações, e levando em consideração a idade da mulher, o tamanho inicial do tumor, a presença ou não de gânglios com células tumorais nas axilas, depois da cirurgia monta-se um quadro de risco para recidiva da doença e discute-se com ela as opções de tratamento baseadas nessa estimativa.