Quais as consequências clínicas que o paciente pode sofrer ‘nas alturas’, devido à altitude?
Viva Mais Viva Melhor - Trecho da entrevista com: Dr. Danilo Noya
Publicado: 6 de janeiro de 2016 - Atualizado: 4 de junho de 2019
A fisiologia humana necessita de apoio logístico para manter-se em altitudes elevadas. Nosso labirinto, um órgão que nos dá a informação da nossa posição em relação ao solo, perde parte de seu controle quando alçamos voo, é como se existisse um curto circuito, o chamado mal da altitude, muito conhecido pelos atletas que praticam alpinismo. Algumas vezes, podemos apresentar falta de equilíbrio, tonturas, náuseas, vômitos e desmaios devido a esta falta de informação cerebral. No caso de pacientes que já se encontram com algum grau de comprometimento fisiológico – devido a sua doença – estes mecanismos podem se intensificar e, também, devido à altitude, com a rarefação de oxigênio da cabine, cai a saturação de oxigênio na circulação do paciente. Outro fato comprometedor é o que chamamos aceleração e desaceleração brusca durante a decolagem e aterrizagem, quando, devido à gravidade, o sangue é forçado de baixo para cima e de cima para baixo do corpo, com modificações na pressão intracraniana e pressão venosa central. Então, a equipe médica e enfermagem do voo tem o conhecimento destas alterações e encontra-se apta para tomar medidas e minimizar, ou mesmo bloquear, estas alterações, com manobras e medicações específicas.