Menopausa: Quais as opções de terapia de reposição hormonal disponíveis?

Viva Mais Viva Melhor - Trecho da entrevista com: Dr. Alan Coutinho

Publicado: 3 de fevereiro de 2017 - Atualizado: 4 de junho de 2019

A reposição hormonal pode ser dividida em dois grupos: na forma como a medicação é dada e pelo tipo de hormônio utilizado.
Em relação à via de administração, ela pode ser feita por via oral, por meio de comprimidos, pela pele, por meio de um gel transdérmico, pela mucosa vaginal, por meio de um gel intravaginal, ou por via subcutânea, através da colocação de implantes inseridos embaixo da pele.
Em relação ao tipo de hormônio, a reposição pode ser dividida em dois tipos: hormônios naturais e hormônios não naturais. Os hormônios naturais podem ser divididos já em dois tipos, em bioidênticos e os não bioidênticos. Os hormônios naturais bioidênticos são aqueles que têm a estrutura molecular e química idêntica aos produzidos pelo corpo humano (estradiol, testosterona, progesterona, insulina e hormônio do crescimento). Os naturais não bioidênticos são aqueles que não são produzidos pelo corpo humano, mas que são hormônios produzidos pela natureza (isoflavona da soja e da amora). Já os hormônios não naturais são hormônios sintetizados pelo homem e não são encontrados na natureza (Tibolona, etnilestradiol, proprionato de testosterona e a medroxiprogesterona).
O ideal é utilizar uma reposição hormonal em mulheres sem contraindicações, iniciada antes dos 60 anos e com menos de 10 anos de menopausa, hormônios naturais bioidênticos, com as menores doses capazes de aliviar os sintomas e por uma via subcutânea ou transdérmica.