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Alimentação PUBLICADO EM 09/11/2015Algumas pessoas são “programadas” a gostar de comida super calórica
Estudo constata que variantes genéticas influenciam na escolha dos alimentos
Enquanto algumas pessoas são capazes de julgar que uma barra de chocolate pode ser um lanche saudável, outros não são suscetíveis a isso. Mas, de acordo com um estudo apresentado na reunião anual da Sociedade de Obesidade de Los Angeles, isso pode ser porque o cérebro de algumas pessoas é “programado” para gostar de alimentos ricos em gordura e açúcar.
O líder do estudo, Dr. Tony Goldstone, do Imperial College London, no Reino Unido, e seus colegas, identificaram duas variantes genéticas que influenciam nossa escolha por alimentos calóricos ou não – uma descoberta que eles dizem poder abrir a porta para as opções de tratamento mais personalizadas para a obesidade. Eles estudaram sobre as escolhas alimentares das pessoas e se elas podem ser influenciadas por certas variantes genéticas.
Foram analisados 45 adultos, com idades entre 19 e 55 anos, com índice de massa corporal (IMC) variando de 19,1 kg / m2 para 53,1 kg / m2, representando pesos que variam de saudável para obesos, para identificar a presença de variantes de dois genes: o gene FTO, que tem sido associado com a predisposição a obesidade, e o gene DRD2, que desempenha um papel na regulação da dopamina no cérebro – um neurotransmissor envolvido na recompensa e desejos.
Com base nas suas conclusões, equipe diz que pessoas com as variantes do gene FTO e DRD2 podem se beneficiar de tratamentos mais personalizados para a obesidade. Comentando os resultados do estudo, Leah Wingham, PhD e membro da Sociedade de Obesidade, diz que “esses resultados ajudam a entender melhor a base biológica de comportamentos que podem predispor algumas pessoas a comer, em excesso, alimentos de alto teor calórico, e, portanto, tendem à obesidade. Pode ajudar a tratamentos para a obesidade mais eficazes, com abordagens individualizadas”.